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Blog Ana Carolina
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Por Mariana Alvarenga
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Ana Carolina lança o CD N9ve Cantora faz pose de mulherão, amplia o leque de parceiros com artistas estrangeiros e avisa: "Quero me superar"
Ailton Magioli - EM Cultura  Sinal dos tempos”, deduziu Ana Carolina, depois de ser informada pela gravadora de que Entreolhares, a primeira música de trabalho de seu novo álbum, atingiu a marca de 10 mil downloads em apenas um dia. Parceria da intérprete mineira com o gaúcho Antonio Villeroy e o norte-americano John Legend Stephens – que a traduziu para o inglês –, a canção é provavelmente um retrato fiel de Ana Carolina.
Afinal de contas, ela sofreu transformações notáveis em uma década: do físico (o mulherão das fotos atuais simplesmente não existia no início de carreira) à produção confessional – que, para alguns, está cada vez mais para a música americana que para a brasileira.
“Podem gostar ou não de mim, mais eu tento. Estou fazendo música do meu jeitinho, com o meu violão e as minhas coisas”, defende-se a cantora e compositora de Juiz de Fora. Ela avisa: vai continuar tentando se superar a cada trabalho. “Acho que é por aí”, diz. Em 9 de setembro, ela inicia pelo carioca Citibank Hall a turnê nacional de lançamento de N9ve.
Nove escrito assim mesmo? Sim. Além de referência ao número (reduzido) de faixas, o novo disco alude à data de nascimento dela: 9 de setembro. Ah, a Sony/BMG anunciou que a tiragem é de 99.999 cópias. Pode? Pode. Sétimo álbum solo de Ana Carolina, além de um representante do legítimo rhythm & blues (John Legend), que casa perfeitamente com o timbre poderoso da mineira, a lista de convidados internacionais inclui a cantora italiana Chiara Civello, radicada nos Estados Unidos, que divide com Ana a autoria de quatro canções (10 minutos, Estórias, Resta – cantada pela dupla – e Traição), e a contrabaixista americana Esperanza Spalding (participação especial em Traição).
De Dois quartos (o álbum duplo anterior, de 24 faixas) para N9ve (que ela, em tom de brincadeira, classifica de “quitinete”), Ana Carolina parece querer reafirmar a possibilidade de carreira internacional, ainda que não troque de língua para soltar o belo vozeirão.
“O número de faixas do disco foi apenas coincidência, nada mais. Quando vi, eram nove músicas prontas para gravar. Tanto que a décima, o blues chamado Mais que a mim, nada tinha a ver com esse repertório e acabou ficando de fora”, destaca. “Pode parecer que fiz um álbum menor porque o último foi grande, mas não tem nada a ver também.”
INTERNET
A presença de convidados gringos foi outra obra do acaso, revela Ana. “Passo muito tempo na internet, onde descobri o John Legend. Peguei a faixa, mandei para ele perguntando se queria gravar. Ele disse que sim e fez a versão para o inglês”, relembra. Chiara Civello chegou por meio do neto de Tom Jobim Daniel Jobim, que a apresentou à cantora italiana. “Quando criança, ouvia canções italianas”, recorda Ana Carolina. “Chiara me fez conhecer algumas cantoras novas e canções antigas da Itália. Nós fizemos verdadeira troca musical.”
Se Entreolhares for tão bem nos países em que o disco de Ana deve ser lançado, a mineira não descarta a hipótese de se lançar fora do Brasil. “Não tenho carreira internacional”, assume ela, informando que fez shows apenas em Portugal e nos Estados Unidos. “Quem sabe N9ve não traga exposição maior lá fora, fazendo com que a gente arrume um jeito de cantar no exterior? Seria bacana.” Antes que acusem Ana Carolina de se americanizar de vez, vale lembrar: o velho e bom samba, ainda que às vezes meio estilizado, marca presença em seu novo trabalho Gil Um belo exemplo do gênero genuinamente brasileiro é Torpedo, faixa com participação de Mombaça e letra esperta do ex-ministro Gilberto Gil: “Desde que o samba começou/ O bamba sempre usou/ Variações inúmeras para dar/ Conta de tantas emoções…”. Esses versos refletem as misturas e transformações inevitáveis da MPB “desde que o samba é samba”, como cantou Caetano Veloso.
Para Ana Carolina, já se foi o tempo em que se media o sucesso de um artista ou de uma canção por vendagem de discos ou sua execução em rádio. “Quando recebi a notícia de que Entreolhares teve 10 mil downloads em um único dia, vi que a gente mede sucesso dessa forma. O sinal dos tempos está aí”, constata. “Esse tipo de coisa não atrapalha o artista. Atrapalha a gravadora, quem ganha dinheiro com venda de música. Artista ganha dinheiro é com show”, conclui.
Fonte :Divirta-se Notícia -Uai |
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Por Mariana Alvarenga
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Ana Carolina lança 'Nove'Por Rodrigo Gomes  Quem vai à casa nova de Ana Carolina, ainda em obras, vê de cara — assim que sobe as escadas que dão acesso a uma bela varanda — um quadro onde se lê: “Foda-se”. A impressão que se tem é a que de lá vai surgir uma mulher arredia e de mal com a vida para a entrevista sobre seu décimo disco. Nada disso. Ana se apresenta bem-humorada e revela assuntos íntimos, quando perguntada sobre a faixa “Traição”, que fecha seu novo trabalho, “Nove”. — Meu pai e minha mãe foram amantes durante 12 anos. Sou fruto de uma traição — diz Ana, que, por causa de seu envolvimento com o assunto, vê o tema de forma pouco convencional: — Se não tivesse havido uma traição por parte do meu pai, eu não teria nascido. Sempre questionei muito o peso dessa palavra. Traição para mim é quando um amigo dá uma facada nas costas do outro. A cantora deixa claro que nunca traiu e também nunca soube de uma traição de qualquer uma de suas namoradas. Mulheres que foram lembradas, com nomes fictícios e uma alta dose de bom humor, na música “8 estórias”. De qualquer maneira, Ana Carolina faz questão de frisar: — Não fica nem bem, com 34 anos, eu só ter oito ex-namoradas, mas também botar tudo ia pegar mal. Composta com Chiara Chivello, que faz uma participação especial no CD, a faixa terá os nomes de mulheres trocados por de homens quando cantada pela amiga. Outros que participam do CD são a italiana Esperanza Spalding (“Traição”) e o americano John Legend (“Entreolhares”). Uma curiosidade do CD e da vida da cantora é a constante aparição do número nove. Ela nasceu no dia 9 de setembro, lançou seu primeiro disco em 1999, e o álbum tem nove faixas: -Quando me dei conta das coincidências não tive dúvidas do nome do disco. Clique aqui e veja o vídeo de Ana Carolina para os leitores do Extra: http://extra.globo.com/lazer/video/2009/13673/ Fonte : Extra Online |
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Por Mariana Alvarenga
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Ana Carolina, romântica e concisa 
Ana Carolina comemora a primeira década de carreira com novo disco, o sucinto "Nove" (Sony Music). Algo cabalístico, ela conta com nove músicas, da cantora que nasceu no dia 9 do mês nove, e gravou seu primeiro disco em 1999. Mas, segundo ela, não representa mais que uma coincidência que ela fez questão de lembrar. O trabalho, conduzido por três dos mais importantes produtores do cenário brasileiro - e internacional - Mario Caldato (Beastie Boys, Beck, Planet Hemp), Kassin (Los Hermanos, Orquestra Imperial, Caetano) e Alê Siqueira (Tom Zé, Paulinho da Viola, João Donato), traz parcerias inéditas e participações internacionais. Entre os convidados estrangeiros, a italiana Chiara Civello, que assina com Ana “Traição”, “8 estórias”, “10 minutos” e “Resta” - nesta, também toca piano e canta -; o norte-americano John Legend, que compôs e canta “Entreolhares”, primeira música de trabalho, em rotação nas rádios; e a baixista, também norte-americana, Esperanza Spalding, com seu suíngue jazzístico em "Traição”. Como parceiros, comparecem Gilberto Gil, que presenteou a mineira de Juiz de Fora com a letra do samba “Torpedo”, e o parceiro de longa data Antônio Villeroy, que participou também de “Entreolhares” e em “Tá rindo, é?”. Além disso, músicos como João Parahyba, Davi Moraes, Pedro Bernardes, Daniel Jobim, Arthur Verocai, Donatinho e Carlos Trilha participam da sonoridade diversa, que inclui arranjos de cordas e metais, além de de instrumentos como cello, violino e harpa, junto com a levada mais pop da guitarra baixo e bateria. O romantismo é o tema recorrente nas letras de “Nove”, em canções como "Resta", "10 minutos", na parceira com Legend, "Traição". Destaque para "8 estórias", que enumera oito mulheres e relações com uma marcação tensa e suave ao mesmo tempo. Autora de sucessos estourados em todo o país, como "Garganta" (feita para ela pelo compositor Totonho Villeroy) e “Quem de Nós Dois”, do primeiro e segundo disco, ela gravou, em 2003, "Estampado", uma mistura de rock, balada, samba e bossa, que trouxe parcerias inéditas, entre elas, Chico César e Seu Jorge, com quem iria gravar, em 2005, “Ana & Jorge ao Vivo”, No final de 2006, Ana Carolina lançou seu quarto álbum, o CD duplo “Dois quartos”; de um lado, canções mais pops, do outro, experiências de novos sons e novas idéias. Desde o primeiro disco, Ana Carolina descobriu um público fiel que a acompanha com uma devoção pouco vista com outras cantoras e bandas, com raras exceções, como a paixão desbragada dos fãs da finada banda carioca Los Hermanos. Seus shows são verdadeiras exaltações de amor a ela e sua música, que devem se repetir mais uma vez nas apresentações deste conciso "Nove". Assista à entrevista exclusiva de Ana Carolina ao SaraivaConteúdo : http://www.saraivaconteudo.com.br/artigo.aspx?id=88 Fonte : Saraiva Conteúdo |
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Por Sandra
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Cada Vez Que Eu Fujo, Eu Me Aproximo Mais
Esse texto não é sobre o disco "Nove" de Ana Carolina. Esse texto é sobre a força e o carisma de um artista, independente do ser crítico ou do gosto de cada um.
Cantora aqui em casa chega cedo. Até mesmo antes de gravar noticias chegam ao meu ouvido e eu pego o primeiro trem bala para ir ao encontro de uma delas. As vezes é uma rota de colisão: um acidente de percurso. As vezes é a glória do saber querer, um explode coração. E Ana Carolina foi assim: naquele ano seu primeiro disco assombrou a todos e iluminou a minha casa. Era um disco irregular, apesar de hoje os críticos o considerarem um clássico e ficarem eternamente comparando com os posteriores. Ali já estavam sua voz potente, as composiçoes próprias de estilo vingativo e um visual vermelho em todos os sentidos. Arrebatou o Brasil imediatamente. Atravessei a sua vida no segundo disco quando já estava totalmente abduzido pelo seu canto.
Mas esse texto nao é sobre talento. É um texto sobre a amizade. Sobre admiração mútua. Essa semana fui para o Rio de Janeiro e escolhi sua casa como abrigo. Ali passamos horas indescritiveis de alegria e emoção. Ouvimos músicas (nunca as nossas), rimos madrugadas inteiras, discutimos arte e amor como dois irmãos que somos. Dias inesquecíveis onde matamos nossa saudade.
Eu não uso linhas telefônicas com Ana. Tampouco ela me procura com frequência. Não existem emails. Skype uma vez e foi com a câmera desligada (eu juro ! ). Mas somos ligados num acordo intimo. Como a mão direita e esquerda.
Ana Carolina é uma artista de sucesso . E esse bem suceder ela divide com todos ao seu redor. Que bom que eu estou ali. Numa platéia espremido na turba enfurecida ou no sossego do seu lar. Coisa boa é poder se estar ao lado de gente vitoriosa. Levanta o astral e faz bem a saûde.
Fonte: Blog do Zé Pedro http://djzepedro.uol.com.br/web/texto |
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Por Mariana Alvarenga
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Ana Carolina assume ser grande supersticiosa pelo número nove
Em um bate-papo animado, Ana Carolina revela curiosidades do início da carreira e canta algumas músicas que não podem faltar nos shows. A convidada de hoje se diz fã dos exageros, tem uma capacidade vocal impressionante e já vendeu cinco milhões de discos. Hoje, o Café da Manhã é com a cantora e compositora Ana Carolina. A cantora revelou detalhes do seu início de carreira, da infância em Juiz de Fora, em Minas Gerais e de como alcançou o sucesso para se tornar uma das artistas brasileiras mais famosas hoje. Clique no link abaixo pra ver a entrevista na íntegra : http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1258110-9101,00-ANA+CAROLINA+ASSUME+SER+GRANDE+SUPERSTICIOSA+PELO+NUMERO+NOVE.html Fonte: Bom Dia Rio-7/8/09 |
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Por Mariana Alvarenga
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Ana Carolina mostra sua face mais suave em novo CD Hagamenon Brito | Redação CORREIO O novo álbum da cantora e compositora Ana Carolina, N9ve (Sony BMG), chega nesta quinta-feira (6) às lojas com tiragem inicial de 99.999 cópias. É muito nove, mas tudo faz sentido na “cabeça neurótica” - como ela mesma brinca - da artista nascida em Juiz de Fora (Minas Gerais), em 9 de setembro (o nono mês) de 1974, que estreou em disco em 1999 e está lançando um CD com nove canções.
“Eu tinha dez faixas, havia um blues, mas aí tirei e me dei conta dessas coincidências... Além disso, meus discos sempre tiveram canções demais. Dois quartos (2006) tinha 24! Como estou fazendo dez anos de carreira, resolvi abrir a porteira (risos)”, diz a cantora ao repórter do CORREIO, na sala da sua mansão no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, com vista deslumbrante do Corcovado e da Lagoa Rodrigo de Freitas.
Diferentemente dos álbuns anteriores, que venderam quase cinco milhões de cópias (e a tornaram uma das três cantoras mais populares do país, ao lado de Marisa Monte e Ivete Sangalo), N9ve traz Ana Carolina em tons mais suaves e sofisticados.
Alguns fãs podem até estranhar de cara. Teria ela cansado do seu lado rock’n’roll, de cantar de modo visceral? “É a idade. Vou fazer 35 anos! (gargalha). Na verdade, quero que a audição da minha canção dure, quero que minhas canções tenham mais tempo de vida. Tanta gritaria às vezes cansa”, afirma, enquanto acende mais um cigarro Free.
De fato, uma mudança e tanto para quem, de modo excessivo, transformou É isso aí (versão de The blower’s daughter, do cantor irlandês Damien Rice) num martírio radiofônico, em 2005, quando a música (gravada em dueto com Seu Jorge) tocou até dizer chega.
“Hoje eu não faria, não gravaria daquele jeito. De qualquer jeito, minha carreira tem tantas influências e é tão variada, fora as críticas que a gente recebe no caminho, algumas com sentido, outras não. A lei é procurar se superar sempre. Às vezes, a gente lança a música em disco e ela cresce e muda com a experiência do show”, analisa Ana Carolina, de modo autocrítico.
Las bastardas
Produzido por Alê Siqueira (Arnaldo Antunes, Tribalistas), Mario Caldato (Bebel Gilberto, Jack Johnson) e Kassin (Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto), o novo álbum conta com participações especiais internacionais de peso: o cantor americano de neosoul John Legend, a cantora e baixista de jazz americana Esperanza Spalding e a cantora italiana Chiara Civello.
Legend solta a voz no sambalançosoulpop Entreolhares, que ele compôs com Ana e com AntônioVilleroy, além de ter feito a versão da parte em inglês. A faixa é o primeiro single do álbum. “Sou apaixonada pelo jeito dele cantar. Mandei um CD com a música e ele não só gostou, como fez a versão”, explica.
Esperanza, que esteve no TIM Festival 2008, Ana conheceu no You Tube. Foi paixão à primeira vista. A participação da baixista foi gravada no Rio. Ao explicar para a americana o que significava o título da balada Traição, Ana revelou que ela foi fruto de uma infidelidade: seus pais foram amantes por 13 anos. “Eu também”, disse Esperanza. Juntas, pensaram em formar a dupla Las Bastardas.
Outro convidado mais que especial de N9ve é Gilberto Gil, parceiro da cantora e de Mombaça no samba Torpedo. “Durante um bom tempo, essa música ficou sem letra. Um dia, tomei coragem e mandei pro Gil, que devolveu com a letra pronta em apenas dois dias”. conta. Agora, é cair na estrada. O novo show estreia em 9 de setembro, no Rio, e chega a Salvador nos dias 30 e 31 de outubro, na Concha Acústica do TCA.
‘Sempre fui polêmica na vida’
Em dezembro de 2005, coroando uma temporada de sucesso avassalador (vendeu um milhão de cópias com dois discos simultâneos: Perfil e Ana & Jorge), a cantora Ana Carolina virou capa da revista Veja e declarou: “Sou bissexual. Acho natural gostar de homens e mulheres. Sou contra essa postura de levantar bandeiras para defender o homossexualismo, pois fica parecendo que ser gay é uma doença”.
Hoje, quatro anos depois, a artista diz que não se arrepende da entrevista, que ganhou uma enorme repercussão. “Eu sempre fui polêmica em minha vida, em minha casa. A questão é que, quando você se torna uma pessoa pública, a coisa toma uma dimensão muito maior. Não descobri a pólvora sobre o assunto, claro. Antes de mim teve a Angela (Ro Ro), a Cássia (Eller)...”.
Ana Carolina é uma mulher em sintonia com o seu tempo, sabe bem que muitas coisas já mudaram. Os tempos, para muita gente, já são mais tranquilos. “As meninas de hoje estão mais desencanadas, dão beijinho na boca de outras meninas até por diversão, até para fazer ciúmes aos namorados. Acho que o uso da internet, dos blogs, influenciou numa maior liberdade, num exercício de se abrir para a vida”.
Naturalidade
De perto, na manhã carioca de 19°C, Ana é ainda mais bonita do que nas fotografias e nos vídeos. Enquanto é maquiada e penteada, fala com naturalidade sobre qualquer assunto. Em duas décadas de jornalismo, raras vezes vi um artista convidar (alguns) jornalistas para entrevistá-lo, em sessões individuais, em sua própria casa (no caso, uma bela mansão na encosta do Corcovado, praticamente no sovaco do Cristo).
Ainda com obras na parte térrea, a casa na Caio Mello Franco (a mesma rua do estúdio Nas Nuvens, de Liminha), foi comprada há um ano e meio pela cantora, mas só agora, brinca, ela resolveu ocupá-la de vez para que a reforma seja concluída.
Os seus quatro cachorros cocker estão em outro endereço de Ana Carolina, um apartamento em São Conrado. Atenta às novas cantoras, a artista afirma gostar de Pitty, mas destaca mesmo Roberta Sá e a estreante Maria Gadú, que está lançando seu primeiro álbum pela gravadora Som Livre. “Conheci Maria Gadú num sarau na casa do Totonho (Villeroy) e adorei. No meu próximo DVD, vou chamá-la para cantar comigo o blues que ficou de fora do disco”, conta.
Amante da noite, dá risada ao saber que o repórter do CORREIO acordou às 5h para pegar o voo das 7h20: “Nesta hora, eu estava chegando em casa”. Como canta em Tá rindo, é?, a oração de Ana Carolina é bem curta, para o santo não se entediar.
John Legend
Uma das estrelas do novo soul americano, o cantor e pianista é parceiro de Ana Carolina no sambalançosoulpop Entreolhares, primeira música de trabalho do álbum e na qual ele também solta a voz. O artista também participou do último disco de Sergio Mendes.
Esperanza Spalding
Revelação do jazz contemporâneo, a cantora e contrabaixista americana (que se apresentou no Brasil no TIM Festival 2008, em outubro) participa da faixa Traição, uma das quatro parcerias de Ana Carolina com a cantora italiana Chiara Civello.
‘N9ve’ é o melhor trabalho da carreira de Ana Carolina
Entre os álbuns Estampado (2003) e Dois quartos (2006), Ana Carolina cresceu como compositora, consolidou seu espaço na música brasileira atual e atingiu grande popularidade. É a cantora que mais vendeu discos e tocou nas rádios nesta década.
Sozinha ou com ajuda de parceiros, transformou-se numa hit maker de primeira. Com o novo e bom álbum, a artista mexe no time que está ganhando sem, contudo, transfigurar o seu espírito musical.
Com Mart’nália, confessa, Ana Carolina aprendeu a fazer samba. E quem cai na maldição do samba, reza a lenda, é abençoado. O ritmo cadenciado, aliado às outras influências da cantora (o pop, o romantismo das baladas, etc), fez bem à compositora, assim como a compreensão de que sua poderosa voz não precisa ser exercitada a plenos pulmões para passar sinceridade: melhor é estar a serviço da canção.
Das participações especiais (John Legend, Esperanza Spalding e Chiara Civello) aos músicos (como Daniel Jobim, Davi Moraes, João Parahyba, Donatinho e Carlos Trilha), tudo em N9ve acrescenta mais qualidade e variedade à discografia da cantora. (HB)
FICHA
CD N9ve Artista Ana Carolina Produção Alê Siqueira, Mário Caldato e Kassin Gravadora Sony BMG Preço R$25 (em média)
Fonte: CORREIO –Entretenimento em 6/8/09
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