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Blog Ana Carolina



Álbum N9ve marca as reviravoltas de Ana Carolina
Por Mariana Alvarenga   
 

 Esqueça os tons excessivamente elevados de canções como Uma Louca Tempestade, Elevador e Encostar na Tua, assim como os mega e exaustivos sucessos radiofônicos É Isso Aí e Quem de Nós Dois. Também deixe de fora a grande quantidade de informação musical do CD duplo de estúdio Dois Quartos, lançado em 2006, e as letras explicitamente polêmicas de Eu Comi a Madona e Cantinho.

Em N9ve, álbum já nas lojas, Ana Carolina buscou um canto mais suave, certa distância de alguns hits da carreira, repertório enxuto (“apenas” nove canções) e letras que não mereceram a indicação de 18 anos, como aconteceu no anterior Dois Quartos. Tudo isso, segundo a artista, sem intenções prévias.

Não penso antes de fazer um disco. Faço as canções e, depois, acontece. O processo foi, nesse sentido, mais sintético. Resolvi colacá-las no CD cantando de maneira mais suave. Acho que foi um ponto positivo porque nem sempre as pessoas aguentam escutar 24 canções em um álbum”, diz a artista, em entrevista por telefone.

 Com o trabalho, que comemora dez anos de uma bem-sucedida carreira fonográfica (três milhões de CDs vendidos, aproximadamente), a artista busca um tipo de reposicionamento, a começar pelo conceito do projeto gráfico do álbum, voltado para atmosfera mais cult.

 Prova disso também é evidenciada em algumas declarações da cantora, principalmente naquelas que envolvem arrependimentos por sucessos como É Isso Aí, gravado com Seu Jorge, e Quem de Nós Dois.

Não sei nem se gravaria estas músicas. Acho que quando passa o tempo, você modifica um pouco o olhar em relação às coisas. Não gravar acho radical. Mas não faria com aquele arranjo, daquela maneira. Tanto que estas canções foram relidas”.

Mas Ana sabe bem que mexer a tal ponto em time que ganha é por demais arriscado. Quando questionada se as músicas sairiam por completo dos shows, prefere ponderar. “Talvez eu cante. Não defini o que fazer no próximo show. É lógico que as canções do N9ve vão estar presentes, mas não dá pra fazer um show com nove músicas”, diz.

 Julgamentos – Por ser uma das cantoras que mais vendem discos e fazem shows no Brasil – N9ve saiu com 99.999 cópias de tiragem inicial, só não 100 mil para combinar com as coincidências que ela quis abarcar com o número 9 – , a artista afirma que nem sempre a obra é assimilada no total e que parte do público recai no preconceito.

 “Quando você começa a escrever sua história, você vira a sua história. Quando vão falar de Ana Carolina, é inevitável as pessoas não se esquecerem de Garganta, Quem de Nós Dois... Isso acontece principalmente com o público flutuante, que só conhece músicas de trabalho”.

 E completa: “Tem uma facção que vai para o show ouvir É Isso Aí, mas tem gente ligada em outras coisas, que não são menores porque fizeram menos sucesso. Muitas vezes, você fica resumido a uma fragrância, como se fosse só aquilo”.

O fato de sempre ser apontada como polêmica nunca incomodou a mineira. “Tudo que gera assunto mexe com a percepção de cada pessoa, com a ideia de cada pessoas sobre a própria vida. Nenhuma forma de arte faz sentido se você não tocar o outro. Eu prefiro muito mais a polêmica, para o bem ou para o mal, do que quando você passa batido. A apatia é a pior coisa”.

 Entre as controvérsias , está a famosa capa da revista Veja, publicada em 2005, na qual assumiu a bissexualidade. “Acho que repercutiu um pouco às avessas. As meninas, o público gay, talvez tenha se incomodado. Difícil mensurar isso porque o show continua lotado. Mas elas questionaram o fato de eu gostar de menino também”.

Ana Carolina diz que acompanha o que é publicado sobre seu trabalho a ponto de telefonar para debater. “Quando conheço o trabalho do crítico e vejo que tem algo incoerente, eu passo a mão no telefone e ligo”. A cantora, contudo, faz distinção entre os textos. “No Brasil,  escrevem como querem e você fica na mão de um comentário. Tem críticas que, mesmo falando mal, são coerente. E tem outras que são implicantes. O cara vem falando mal há anos de pessoas que nem eu ou você teríamos coragem de falar. Falam até de Tom Jobim. A função é falar mal. Neste caso, não passo a mão no telefone. Não perco tempo”.

Fonte: A TARDE On Line - CULTURA em 17/08/09

 
CD: "Nove" (Ana Carolina) - Para o santo não entediar
Por Mariana Alvarenga   
 

CD: "Nove" (Ana Carolina) - Para o santo não entediar

 Luiz Felipe Carneiro -Resenhas

 "A minha oração é bem curta pro santo não entediar". Mais do que um verso de uma das nove faixas de "Nove", novo álbum de Ana Carolina, essa frase está transcrita em seu luxuoso encarte. Antes mesmo de chegar às lojas, o novo trabalho da cantora mineira já causou polêmica pelo fato de conter "apenas" nove faixas. Como se quantidade significasse qualidade. Para derrubar qualquer argumento crítico com relação à pouca quantidade de músicas, basta citar "Urubu", de Antonio Carlos Jobim, e que contém apenas oito faixas. (Só citei "Urubu" porque foi o primeiro disco com poucas faixas que veio à minha cabeça.)

Bom, "Nove", último álbum de Ana Carolina, lançado na semana passada, está muito distante de "Urubu" - e o intuito aqui não foi fazer uma comparação qualitativa, mas, tão somente, com relação ao número de faixas. Em compensação, ele prova que quantidade não é documento. Isso porque, "Nove" soa superior a "Dois Quartos", o gorduroso CD duplo que Ana Carolina lançou em 2006, e que tinha nada menos que 24 faixas (?!?).

Para os detratores do trabalho de Ana Carolina, a crítica é fácil: "só terei que suportar nove músicas novas". Esse não é o caso aqui. Tudo bem, se você não gosta de Ana Carolina, pode ter certeza que não será "Nove" que fará com que você se torne fã da cantora. "Nove" é, sim, melhor do que o anterior "Dois Quartos", mas também não pode ser considerado "o grande álbum de Ana Carolina". Aliás, se Zélia Duncan e Adriana Calcanhotto já lançaram um grande álbum ("Pelo Sabor do Gesto" e "Maritmo", respectivamente), Ana Carolina ainda está devendo o seu "grande álbum". Infelizmente a oportunidade, mais uma vez, foi perdida com "Nove".

Há boas canções em "Nove", não há dúvidas. Mas falta um laço conceitual entre elas. E a grande quantidade de participações especiais (1/3 do disco) acaba dando a impressão de que Ana Carolina quis atirar para todos os lados. Apesar da ótima produção de Alê Siqueira (em três faixas) e da dupla Mário Caldato / Kassin (nas seis restantes), as participações de John Legend, Chiara Civello e Esperanza Spalding soam excessivas e deslocadas.

"Entreolhares (The Way You're Looking At Me)" possui um ótimo arranjo de metais de Lincoln Olivetti. Mas para quê a voz de John Legend? Não se trata de implicância. Mas por que essa mania tupiniquim de colocar um artista internacional para participar do álbum. Será que dá mais credibilidade? Será que os executivos da gravadora pensam que Ana Carolina não se garante se não tiver um encarte repleto de nomes estrangeiros escritos? E o que dizer de "Resta"? O potente arranjo de cordas de Arthur Verocai não é o suficiente? É necessário colocar uma mulher cantando em italiano? Ah, fica mais chique...

Quando Ana Carolina resolve cantar sozinha, tudo fica muito mais natural. Basta ouvir a faixa de abertura do álbum, "10 Minutos (Dimmi Perché)", um tango eletrônico produzido por Alê Siqueira e que tem todo o jeitão de hit. "Tá Rindo, É?" é outro destaque de "Nove". Produzida por Mário Caldato e Kassin, a faixa é moderna e deliciosa, com mais um bom arranjo de metais (dessa vez a cargo de Felipe Pinaud) e os teclados e o "talk box" de Donatinho. Seguindo o mesmo estilo mais moderno, "8 Estórias" não desce tão bem, com a sua letra cansativa, que cita o nome de diversas mulheres, de Giovanna a Carmen. As coisas melhoram (e muito) com o samba (cheio de barulhinhos eletrônicos) "Torpedo", composto por Ana Carolina, Gilberto Gil e Mombaça. E nem precisou chamar nenhum gringo para cantar...

 No final das contas, a impressão que ficou foi a de que, a despeito do pequeno número de faixas, "Nove", apesar de melhor, ainda soa tão gorduroso quanto o seu antecessor de estúdio "Dois Quartos". Talvez o problema não seja exatamente o número de faixas. Mesmo com oração curta, o santo ainda pode entediar...

Fonte: SRZD -esquina da música em 15/08/09

 
Ana Carolina comemora 10 anos de carreira com seu novo CD
Por Mariana Alvarenga   
 

Ana Carolina comemora 10 anos de carreira com seu novo CD

 

A cantora Ana Carolina comemora uma década de sucessos com o lançamento de seu novo CD “Nove”. Com um currículo repleto de sucessos como “Garganta”, “Quem de Nós Dois”, “É Isso Aí” e muitos outros, a cantora lança seu mais novo álbum “Nove” onde canta duas músicas em italiano, “10 Minutos” e “Resta”, ambas em parceria com a cantora italiana Chiara Civello. A participação especial fica por conta do cantor americano John Legend onde faz dueto com Ana Carolina na música “Entreolhares” que já pode ser ouvida nas rádios. Ana Carolina se diz muito feliz com a participação de John Legend em seu novo CD. Escrevi para ele: ‘Oi. Eu sou uma cantora brasileira e queria que você cantasse essa música em parceria no meu CD’. Ele topou e esta aí o resultado do trabalho”. Prestes a completar 35 anos no mês de Setembro a cantora irá realizar uma grande comemoração no Citibank Hall, (a data ainda será divulgada pela assessoria da cantora), com o show “Nove”.


Fonte: Tv BackstagE em 14/08/09

 
Boneca Ana Carolina versão DVD Multishow
Por Mariana Alvarenga   
 

Boneca Ana Carolina versão DVD Multishow

 

Gastei muito pouco tempo para customizar essa boneca, pois ela literalmente saiu de uma tirada só! Fui na loja já imaginando uma Barbie que funcionaria como a cantora Ana Carolina, achei, comprei e corrí para casa, seco para iniciar minha nova doll. O visual que escolhí foi o do seu DVD "Dois Quartos", onde Ana aparece com um elegante terno, cabelo mais claro e mais elaborado, sorriso enigmático nos lábios e um tremendo cruscifixo transparente sobre seu colo. Iniciado os trabalhos, comecei com seu cabelo original que foi totalmente trocado por um outro de cor similar ao do DVD: apliquei tudo, cortei e moldei grandes cachos pesados. A maquiagem foi modificada, onde fechei um pouco os olhos da boneca e coloquei um tom de boca ao seu batom. A calça comprida e blazer foi feito por minha mãe. A blusa interna foi montada na cola no corpo da boneca e sua jóia de pescoço foi aplicada pedra por pedra com uma pinça devido ao tamanho e delicadeza dos strass utilizados, tudo com uma cola especial. Detalhe final ficou por conta da guitarra que resolví fazer depois de concluir que seria muito complicado criar um piano para o ensaio fotográfico ou muito pobre aplicar em sua mão apenas um pandeiro, kkkkkk... No geral, todo o trabalho levou 2 semanas de planejamento e apenas 4 dias para execução.


Fonte: BONECOS DO BABY

http://bonecosdobaby.blogspot.com/search/label/Ana%20Carolina

 
Depois de dez,'Nove'
Por Mariana Alvarenga   

Depois de dez, 'Nove'

O primeiro CD (homônimo) de Ana Carolina saiu do forno em 1999. Dez anos depois, ela está prestes a iniciar uma turnê do álbum intitulado “Nove” (Sony Music), que tem nove faixas, a partir do dia 9 de setembro (mês 9). Um DVD, porém, planejado para ficar pronto ainda este ano, pode adiar o início dos shows, mas não os planos da cantora juizforana, que recebeu a Tribuna em sua casa no Jardim Botânico, no Rio. “Fico tão focada na parte artística, que não acompanho muito a agenda. Mas adoraria apresentar este trabalho em Juiz de Fora”, dispara Ana Carolina, sem saber, ainda, onde levará os novos sucessos, todos assinados por ela, reunidos no álbum produzido pelo trio Mário Caldato, Kassin e Alê Siqueira.

Completando uma década de carreira na Cidade Maravilhosa, Ana Carolina apostou em participações internacionais no disco, como a italiana Chiara Civello, que coassina “Traição”, “8 estórias”, “10 minutos” e “Resta”. Dos Estados Unidos, Esperanza Spalding empresta sua pegada jazzística à “Traição”, enquanto John Legend completa o duo com letra e voz para a suingada “Entreolhares”, primeira música de trabalho do CD, que já se encontra disponível nas lojas.

Encerrar um ciclo e iniciar outro não parece ser obstáculo para Ana Carolina, que segue entre as maiores compositoras do país, sem deixar seu romantismo para trás. O que pode ser conferido em versos como “Eu já não sei respirar / Quando estou ao lado seu / Juro que me falta ar”, de “Resta”. Afinal de contas, Ana Carolina é uma artista que não esconde que ama. E nem pretende parar de falar de amor.

Tribuna - Em “Dois quartos”, seu penúltimo CD, você toca baixo e faz um som mais pesado. Qual é a cara de “Nove”?
Ana Carolina - Se vai ser mais balada ou mais rock’n’roll eu nunca sei, só faço as canções. Em “Nove” a suavidade reinou porque tem baladas como “Dentro” e “Traição”, em que eu canto de uma maneira mais minimalista.

- O samba continua reinando também?
- Depois que eu fiz “Cabide” para a Mart’nália, fiquei mais à vontade para persistir e criar canções do estilo. Então fiz o samba “Torpedo”, que ficou três meses sem letra, e eu resolvi mandar para o Gilberto Gil, achando que era a cara dele. Em dois dias, ele me mandou a letra. Já o outro samba, “Tá rindo, é?”, é uma parceria com Mombaça e Antonio Villeroy. Este (ultimo) é uma espécie de Erasmo (Carlos) para mim.

- Como foi trabalhar com Chiara Civello?
- Chiara assina comigo “Traição” e “Resta”, uma balada que mistura música brasileira e italiana. Depois, a gente fez “10 minutos” e “8 estórias”, uma canção ficcional, em que todo mundo pergunta se eu fiquei com aquelas oito meninas, mas não é nada disto. O mais engraçado é que a versão da Chiara, em italiano, fala de meninos, enquanto eu quero falar das mulheres.

- E com os americanos?
- Para “Traição”, eu chamei Esperanza Spalding, uma cantora muito popular no jazz americano, que toca baixo e canta na faixa. Teve também John Legend, que sempre fui fã, mas não conhecia, na faixa “Entreolhares” que fiz com Antonio Villeroy.

- Apesar de mais coeso, “Nove” seria seu trabalho mais consistente?
- O lado autoral está vindo cada vez mais com força, e as pessoas me pedem música. Maria Bethânia foi a primeira pessoa que gravou uma música minha, “Pra rua me levar”, e logo me pediu outra, “Eu que não sei quase nada do mar”, que fiz com Jorge Vercilo. Comecei a compor para as pessoas, e isso é um ponto muito importante. Uma coisa é você ser uma “cantautora”, que fica mostrando o que é seu mas não contribui com outros intérpretes. É preciso assinar, deixar sua marca.
- Antes de gravar “Ana Carolina” (1999), seu primeiro CD, você mostrava seu som em Juiz de Fora. Como foi este início de carreira, em que você dividia os palcos com a Faculdade de Letras na UFJF?
- Eu lembro de muitas pessoas da cidade, como Luizinho Lopes, que foi o primeiro cara que me chamou a atenção para a composição. Ele tinha aquela atitude de chegar e cantar as canções dele, sem tocar um cover. Que legal poder afirmar: “sou compositor, e olha aqui minhas letras”. Gosto muito das meninas do Lúdica Música!, que, inclusive, abriram um show meu em Belo Horizonte. Tive o prazer de dividir o palco com nomes como Knorr, Adilson Santos, Dudu Lima - um grande baixista -, Alex Scio, Tânia Bicalho, Marcela Lobo, Cristiane Vicentin e Salim.

- Novos talentos de Juiz de Fora, como a Myllena, têm buscado seu lugar ao sol, muitas vezes inspiradas em você. Qual seria o caminho?
- A Myllena é maravilhosa. É uma grande promessa para Juiz de Fora, pois tem presença e compõe bem. O principal para uma cantora é a composição. Tem que compor e ter o próprio texto.

- E qual é a receita para alcançar a “tonalidade” certa?
- É muito subjetivo. Gosto é o que se discute neste momento. Tem gente que faz uma canção harmonicamente sofisticada, e nem sempre ela é tão boa como uma de três acordes. Músicas simples, como as de amor, na qual tudo já foi dito, é muito difícil ser diferente. É mais fácil fazer uma canção complicada, que trate de um assunto diferente, que uma música simples que esboce o que já foi tratado. Pois é preciso tocar o outro, e isto só vale a pena quando nossa arte consegue se comunicar.
- De cara, você emplacou o primeiro trabalho fonográfico, “Ana Carolina”, nas paradas de sucesso. Inclusive, faturou o Prêmio Multishow em 2000 na categoria revelação. Este foi seu divisor de águas?
- O grande passo para mim foi ter uma canção deste disco numa novela. Muito mais que qualquer rádio AM ou FM. Rolou ainda uma comparação com a Cássia Eller no início, e sofri por causa disto, embora tenha sido uma honra. Eu gravei o disco morando em Juiz de Fora. Ficava em um hotel no Rio e voltava. Quando começou a dar certo, mudei para cá.

Na ponta da língua

> Livro
“A elegância do ouriço”, de Muriel Barbery

> CD
“Amoroso”, de João Gilberto

> Música
“Choro bandido”, de Chico Buarque e Edu Lobo

> Prato
Feijão

> Sexo
Na cama

> Amor
Companheirismo

> Traição
Sem definição

> Merece bis
Eu, Alcione e Maria Bethânia em Santo Amaro

> Nunca
Julgar

> Sempre
Agir com o coração

> Vai no epitáfio
Desculpem a poeira
Fonte : Tribuna de Minas
 
Novo disco de Ana Carolina expõe aliança cada vez mais frequente de cantoras brasileiras com astros
Por Mariana Alvarenga   

Novo disco de Ana Carolina expõe aliança cada vez mais frequente de cantoras brasileiras com astros da música norte-americana

JÁ EM ALTA ROTAÇÃO NAS RÁDIOS, a faixa pop que puxa o sétimo álbum de Ana Carolina - Nove, nas lojas com nove faixas autorais - é mais um caso de conexão de uma cantora brasileira com um astro da música norte-americana. No caso, John Legend, um dos maiores talentos da nova geração do soul e do r & b. Legend é intérprete e parceiro de Ana na suingante "Entreolhares (The Way You're Looking at me)".

A aliança surgiu por intermédio da artista mineira. "Sou fã do John Legend. Entrei em contato com ele, mostrei a música e disse que gostaria de contar com a participação dele, que acabou escrevendo os versos em inglês", conta Ana. Além de Legend, Nove - cujo título alude ao fato de Ana ter nascido em 9 de setembro - conta também com o baixo e os vocais de Esperanza Spalding na balada "Traição".

A participação de Speranza foi gravada no Brasil. Revelação da atual cena norte-americana de jazz, a baixista é fã de música brasileira e regravou "Ponta de Areia", sucesso de Milton Nascimento, em seu disco. Fora as conexões internacionais, Nove ostenta letra de Gilberto Gil para o samba "Torpedo". A excelente produção de Alê Siqueira, Mario Caldato e Kassin busca tom mais cool para a música quente de Ana Carolina. Mauro Ferreira

Fonte: ISTOÉ Gente

 
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