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Blog Ana Carolina
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Por Mariana Alvarenga
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"Depois escutei o disco da Ana, que ainda não tinha tido tempo de ouvir com calma. Sempre gosto de tomar uma distância dos projetos que tenho envolvimento pra poder apreciá-los de fora, sem muito comprometimento. Pois na viagem pude escutá-lo bastante e prestar mais atenção nas letras e arranjos. Achei o disco rico e denso, cheio de sutiliezas a serem percebidas com o tempo. Se isso ainda é possível, Ana tá cantando ainda melhor! Gosto do jeito como o disco principia, com arranjo tanguístico à Bajafondo, o que confirma essa influência porteña sobre o seu trabalho. Do ponto de vista das letras, gosto mais a partir da 3ª faixa, porque começa a fugir do universo dos amores mal resolvidos, dos telefonemas não atendidos das duas primeiras músicas que são temas já recorrentes na obra da Ana. (Cobradores de plantão: friso que gosto mais das letras a partir da 3ª faixa mas não que desgoste das primeiras!) A propóstio também gostaria de frisar que com exceção de alguns versos de Entreolhares,não fiz letras para esse disco. Colaborei mesmo foi com as melodias de Tá Rindo é? (refrão) e Entrolhares (toda música). Aliás esse foi o disco de Ana que menos colaborei, por questões de agenda, pois na época da definição do repertório estive em tourné na Europa e envolvido com a trilha de um filme. O que foi bom, porque assim Ana também incorporou o talento de Chiara que trouxe mais diversidade ao seu trabalho. Achei incrível a produção de Caldato e Kassim para os sambas. Escolheram muito bem em colocar o João Paraíba na bateria e percussão. Pra quem não sabe, esse cidadão integra oTrio Mocotó, com o qual Jorge Benjor (então Jorge Ben) começou sua carreira nos anos 60. Muito legal toda a sonoridade de teclados do Donatinho e o arranjo de sopros do Philippe Pineau em Ta Rindo é? Entreolhares com John Legend tem uma aura de Bilboard (parada de rádios americana). Uma música que pode conquistar pessoas de todos continentes e que pode alçar Ana para uma carreira internacional. Isso também graças à muito boa produção de Alê Siqueira, com os metais de Lincoln Olivetti e a sensacional participação de Legend, que muita gente pensou ser Stevie Wonder. Ana disse que foi a um show dele em Atlanta, muito bombado! A voz dos dois combina bem e sempre que ouço no rádio se integra bem na paisagem. Era, pra mim é a síntese, não do disco, mas da própria Ana Carolina, como artista e como pessoa. É a música mais forte do álbum na minha opinião. Revela um traço da Ana que já tinha aparecido em seu segundo disco com O Rio e que foi salientado também no Estampado com2 Bicudos (essa de minha autoria, mas feita especialmente pra ela). Com Era Ana reafirma e vai mais além nessa sua identificação com o mundo hispânico, mais propriamente com a região da Andaluzia, onde os guizos da vida soam (soaram) nas caravanas dos ciganos e árabes que lá chegaram e instalaram suas paixões e sua cultura. A letra é uma das melhores de todas que conheço pela mão da Carol. É um testemunho de sua vida contada de forma muito inteligente, sucinta e ao mesmo tempo rica em poesia. Na primeira parte ela se coloca como alguém que não é dona do seu destino como se não tivesse livre arbítrio ou não soubesse usá-lo. Como se ainda estivesse na inocência, não do paraíso, mas da sua infância psicológica, não individuada, onde tudo o que lhe acontece vem pela mão de um destino que ela não controla ou de terceiros a quem ela culpa. Em determinado momento, quando fala de seus sonhos, faz lembrar o universo de imagens surrealistas de Salvador Dali e Luis Buñuel. A curra sem perdão contra a qual ela nada pode e as velhas mortas que se arrastam pelo chão como metáfora de tudo o que é impotência e decrepitude, remete a certas imagens do filme Um Cão Andaluz, dos já respectivamente citados pintor e cineasta, ambos daquela mesma região da Espanha cujos óleos parecem lubrificar o maquinário da canção carolínica. Esse filme foi, se não me engano, o primeiro da estética surrealista e a mais importante colaboração entre os dois artistas. Na segunda parte da canção, sua autora toma as rédeas de sua vida. Pra mim o marco dessa mudança na vida real foi o acidente que Ana sofreu em 2001 com seu carro na Barra da Tijuca. A partir desse momento ela faz girar a roda, (no baralho do tarô a Roda da Fortuna), afirmando-se como filha do amor, não de Deus nem do diabo. Quer dizer saindo do confronto dos contrários, escapando do dualismo para colocar-se num tempo eterno sem começo, meio ou fim. Embora a Ana não conheça Gnose, foi com pensamentos gnósticos que construiu essa canção, não só racionalmente, mas, principalmente através de uma intuição e um contato direto com os conteúdos do seu inconsciente, simbolizados na canção pelas altas ondas que a puxam em alto mar, clara metáfora Junguiana para os aspectos profundos do ser e ao mesmo tempo uma alusão à deidade feminina em uma de suas multiplas formas. Ontem estivemos juntos, fui na sua casa pra resolver duas letras que ela estava fazendo com Chiara e lhe falei sobre Era em cujos versos havia coisas muito significativas que talvez nem ela mesmo ainda tivesse atentado. Isso acontece com todo mundo. Igmar Bergman dizia que, ao escrever um roteiro, primeiro lançava as suas flechas (as idéias vindas espontaneamente e sem filtro) e depois mandava um exército (sua mente racional) para recuperá-las, ou seja reiterpretá-las à luz do seu engenho. Muitas vezes isso acontece quando fazemos música. Portanto, acho que acho que Era é a radiografia mais fiel da minha amiga AC. E aos poucos ela mesma fará interpretações ainda mais profundas e precisas do que testemunhou ali. Gosto muito de 8 Histórias e destabco a frase “todas as moças são partes que encontrei em mim”, como se essas moças fossem ou ela mesma, ou projeções que ela fazia espelhando-se nas outras pessoas. Na letra em italiano Chiara fala de homens no lugar de mulheres. Elas me disseram que a parceria foi muito fortalecida pela possibilidade de compor nas duas línguas, que uma inspirava a outra e empurrava a criação. O mesmo aconteceu com Resta, que exibe bem a maestria de cada uma na arte de fazer letras e melodias (Chiara a primeira parte e Ana o refrão). Torpedo reforça a presenca de Mombaçae inaugura a parceria com Gilberto Gil o que confere ao disco um caráter mais aberto, mais integrado à tradição da música brasileira. Por fim, Traição mais uma música com Chiara, onde me chamou muito atenção o peso poético da frase: “o céu caiu, sem estrelas, sem deus”. Além da bela canção de tons jazzísticos bem pincelados pelo piano de Daniel Jobim (neto deTom) ainda temos a maravilhosa Esperanza Spalding brilhando nos agudos em contraste com os belos graves da voz de Ana. No dia 9 estive no pocket show de aniversário e já pude comprovar o poderio do que vem por aí. Banda muito boa e bem integrada com a cantora. Vai dar muito pé!" Fonte: A Câmera que filma os dias/Blog do Antonio Villeroy |
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Por Mariana Alvarenga
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An Novena– Ana Carolina canta, no Londra, na noite de seu aniversário
um de seus poemas lidos por Ana, queNove linhas... pouco, nove páginas um caderno especial. Nove livros, uma enciclopédia Ana Carolina. Mas, anteontem, dia 09/09/2009, data do aniversário da cantora, ela nos deu seu recado em nove músicas. A diva se apresentou para 120 seletos convidados-amigos em um pocket-show do projeto Nextel, no Londra, do Hotel Fasano. “Há quanto tempo eu não tocava para uma plateia de 120 pessoas? Sei que a vontade de conversar e comentar alguma coisa com o colega do lado vai ser constante, mas vamos ten-tar preservar o silêncio?”, brincou Ana com o público sentado em futons, sofás e poltronas. O silêncio, aliás, foi tema de um dos textos lidos pela aniversariante. Uma lindeza a poesia de Fabrício Carpinejar, ainda mais com a intensidade da voz e a interpretação de Ana. Um trecho? “É tão difícil doar silêncio, mais fácil doar roupas, doar alimentos não-perecíveis, doar sangue, doar vírus, doar esperma, doar dinheiro. Doar silêncio é quase um crime inafiançável”. Elisa Lucinda, que estava na plateia, também teve intercalava os textos com o setlist composto pelas nove belas músicas do novo CD batizado... Nove. 
Zé Pedro e Claudia Jimenez
O show teve a participação, ainda, da belíssima e super talentosa Chiara Civello, jazzista italiana radicada nos EUA. As duas são parceiras em quatro músicas. O show estava marcado para começar às nove da noite e, ao fim da apresentação, vimos uma cantora – iluminada e emocionada por poder soltar a voz em clima intimista, no dia do seu aniversário – cercada pela mãe, Aparecida, e amigos, como Claudia Jimenez, Zé Pedro, Antonio Villeroy, Preta Gil e Pedro Luis, recebendo os parabéns com nove bolinhos. 
Preta Gil e Carlos Henrique
“Hoje em dia não me importo com o que fiz no meu passado/Quero amigos, sorte e muita gente boa do meu lado (...). Diz a letra da música Era, composta por Ana Carolina para o CD Nove. E os amigos de ontem e hoje baixaram em peso na comemoração de seus 35 anos. O DJ Zé Pedro levou de presente um setlist para antes e depois do show fazendo todo mundo dançar e homenageando os convidados. Pedro Luís, ao lado de Bianca Ramoneda, ouviu duas canções da mulher, Roberta Sá, nas pick-ups. Preta Gil quando chegou ao Londra foi saudada com Sinais de fogo. 
Elisa Lucinda + Jorge Espírito Santo
Depois de descer do palco, Zé se deitou em um futon, aos pés de Ana, para assistir à apresentação e, ao fim, extasiado, decretou: “Nessa noite eram apenas 120 pessoas. Mas com sua força ela transformou o pequeno Londra em Maracanã”. Depois do show, Zé voltou ao comando do som e soltou um remix exclusivo para a noite de Eu comi a Madona. Com direito à performance e dublagem de Ana Carolina ao lado do DJ. Impagável. Zé fica na cidade até domingo. Toca logo mais, na Gambiarra, festa paulistana que pegou a ponte aérea (uma espécie de Bailinho da terra da Garoa) e, no sábado, no casamento de Maria Gil. Preta Gil decretou em seu Twitter, pós-show: “O aniversário era da Ana, mas fomos nós quem ganhamos o presente com um show lindo”. Preta, aliás, aproveitou a oportunidade para comentar sobre a participação de Ana Carolina na gravação de seu DVD, em outubro. Além da aniversariante de quarta-feira, Preta terá como convidados Lulu Santos e o pai, Gilberto Gil. Ivete Sangalo, madrinha do projeto, não poderá participar por motivos óbvios, né? Claudia Jimenez foi uma das primeiras a chegar, acompanhada de um novo amigo – belíssimo, por sinal – e da amiga de todos os carnavais Stella Torreão.

Ana e a mãe, Aparecida
Sabe o que Claudia deu de presente para Ana? Um Mac novinho e lindinho de morrer! Momento emoção com direito a olhos marejados? O beijo da mãe-amiga-companheira, Aparecida. Comovente. Fonte: JB Online- JBlog Heloisa Tolipan em 10/09/09
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Por Mariana Alvarenga
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 Numa noite de pré- verão de setembro no Rio, mais precisamente no dia 09/09/2009, dia de seu aniversário, Ana Carolina recebeu amigos, fãs e desconhecidos para testar seu disco mais recente na cidade. Apenas nove canções. E quando já não havia mais oxigênio no recinto, tamanha a lotação do lugar, ela surgiu no minúsculo palco com a segurança e o deboche que lhe são peculiares. Parecendo apreensiva com o silêncio que se formou com sua chegada, logo em seguida tomou conta do ambiente, trazendo para si todos os olhares: alguns de desejo, outros de adoração. Cercada de músicos poderosos como Marcelo Costa e Pedro Baby, Ana solta a voz que lhe Deus lhe deu e apresenta um repertório ainda com cara de inédito. Não para o seu fã-clube que tomou as almofadas em frente ao palco e cantou em uníssono cada uma das canções apresentadas. Ana tambem recitou textos que serviram de vinheta tematica para algumas músicas. Aos poucos relaxando (principalmente com a entrada de sua mais nova parceira musical, a italiana Chiara Civello no palco para cantar e tocar duas canções), Ana parecia estar tendo muito prazer em estar ali perante seus suditos. Nessa noite as faixas do disco se agigantaram e confirmaram sua grandeza quando leva um disco para o palco: tudo se justifica com sua presença, tudo confirma seu talento para as grandes massas. Nessa noite eram apenas 120 pessoas. Mas com sua força ela transformou o pequeno Londra em Maracanã. Como diria Gonzaguinha : Ana Carolina é coisa mais maior de grande.
Fonte: SITE OFICIAL DJ ZÉ PEDRO |
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Por Mariana Alvarenga
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Preta Gil conta como foi o aniversário de Ana Carolina Cantora postou o que aconteceu na festa no Twitter QUEM Online Preta Gil não deixou de informar aos seus seguidores do Twitter onde estava na noite desta quarta-feira (9). A cantora foi uma das famosas que foi ao aniversário de Ana Carolina.
“Ela cantou as 9 canções do novo disco. A Chiara Civello cantou com ela 'Resta', composição delas. Pude escutar o disco pela primeira vez ao vivo”, contou em sua página do microblog.
Preta também ficou contente ao ouvir a música do pai, Gilberto Gil, sendo interpretada. “Saindo do show da Ana, o aniverário foi dela e quem ganhou o presente maior fomos nos. Ela tava feliz, eu adorei a música dela e do meu pai ‘Torpedo’”, comentou ela .
A cantora, que foi acompanhada do noivo, Carlos Henrique Lima, não poupou elogios a aniversariante. “Foi um show fechado só pra convidados, em comemoração aos 35 aninhos dela. Tá muito gata.” Fonte: Quem-Notícias em 10/09/09
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Por Mariana Alvarenga
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Preta Gil vai com o namorado ao aniversário de 35 anos de Ana Carolina Cantora reuniu amigos em um show no Bar Londra, no Rio Do EGO, no Rio Preta Gil foi acompanhada do namorado, o mergulhador Carlos Henrique Lima, ao aniversário de Ana Carolina nesta quarta-feira, 9. A cantora comemorou seus 35 anos em um show fechado para amigos no Bar Londra do Hotel Fasano, em Ipanema, Zona Sul do Rio.
“Saindo do show da Ana. O aniversário foi dela, mas quem ganhou o presente fomos nós. O show foi lindo e emocionante. Ela cantou as nove canções de seu novo disco. Ana estava muito feliz. Adorei a música dela com meu pai, ‘Torpedo’”, escreveu Preta em sua página no Twitter.
Maria Paula, Elisa Lucinda, Daniel Del Sarto e o DJ Zé Pedro também foram dar os parabéns à aniversariante, que não presenteou os fotógrafos com sua presença. Fonte: EGO-NOTÍCIAS em 10/09/09
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Por Mariana Alvarenga
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Preta Gil vai com o noivo ao aniversário de Ana Carolina Maria Paula também esteve na festa nesta quarta-feira (9) Preta Gil reservou a noite desta quarta-feira (9) para cumprimentar a amiga Ana Carolina que comemorou 35 anos em uma festa organizada no Londra, no Hotel Fasano, Zona Sul do Rio de Janeiro. "A Ana é minha irmã. São 10 anos de amizade e companheirismo. Parceria total: pessoal e musical. Estamos sempre juntas. Eu fiz 35 anos em 8 de setembro (8) e ela faz em 9 de setembro (9). Sempre brincamos com essa data. Amo a Ana", comentou Preta, que foi com o noivo, o mergulhador Carlos Henrique Lima. Maria Paula também curtiu a festa. "Adoro a Ana. Somos amigas há tempos", contou a apresentadora do "Casseta & Planeta Urgente".
Claudia Jimenez, Daniel Del Sarto, Elisa Lucinda, Maria Gadú, Marcia Verissimo, Pedro Luiz, Thiago Martins, que foi acompanhada com a amiga e produtora musical de Ana Carolina, e a jornalista Leilane Neubarth, que faz parte do RJTV, no Rio, estiveram por lá.
A aniversariante presenteou o convidados cantando nove canções e fechou a apresentação com “Entre Olhares”, de Gilberto Gil. O número de músicas não foi por acaso e sim por conta do nome do novo CD da cantora “Nove” e também pela data de aniversário. O DJ Zé Pedro comandou o som da noite antes e depois do show de Ana.
Fonte: Quem Notícias em 10/9/09 |
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